quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espetáculo de Dança Indiana

         Para quem não conhece dança indiana e para os apaixonados por esta arte!
       O espetáculo "Natyam - do templo ao cinema" traz um panorama da dança indiana, passando pelo estilo clássico (Bharathanatyam), pela dança folclórica e pelo Bollywood. 
     Os ingressos podem ser adquiridos com os integrantes do grupo, na Cecconello Escola de Dança, no Cenário Espaço Arte e no Beco da Dança.




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domingo, 15 de maio de 2011

Funções de um Festival de Dança

      Participei alguns dias atrás de um festival aqui em Curitiba com pessoas conhecidas e qualificadas internacionalmente e a surpresa: os jurados falaram que precisava melhorar minha técnica e que minha roupa atrapalhava para ver meus movimentos. Consegui falar com um deles e este jurado não soube nem dizer que dança eu fazia, quanto mais dizer o quê eu precisava melhorar tecnicamente, e em vez de ter a humildade de dizer que não entendia de dança indiana falou um monte de coisas sem sentido. E o jurado então que falou sobre minha roupa, será que ele diz para bailarinas clássicas que o tuttu atrapalha para ver os movimentos delas?! E a organização do festival, que nem para responder meu email sobre o ocorrido foram capazes?
    Você paga uma inscrição, que não é nem um pouco barata, para divulgar seu trabalho e ter críticas construtivas, e no fim o que acontece? Jurados que escrevem qualquer coisa, sem justificativas, sem fundamentos, sem ética...Desta forma, que função tem um festival de dança como este no Brasil?
    Para mim, um festival de dança, deve ser um local de trocas de experiência, de aprendizado...mas como, se os jurados não são nem capazes de dizer que não entendem da técnica de uma dança e de julgarem o que pode ser julgado em qualquer dança, como composição coreográfica, qualidade de movimento?! Para que ter comentários então? Que dê somente as notas ou digam: não gostei, não quero te dar um prêmio e pronto, pelo menos vai ser sincero!
      Há muito o que se fazer nos festivais de dança no Brasil, porque se levarmos o exemplo deste, nada vai ser aproveitado!
Artigo publicado na Revista Dança Brasil jul/2011
     

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Questões sobre Bharathanatyam

Qual a importância da tradição e da linhagem na dança indiana: o que ela representa? Porque se segue uma linhagem?

Como é uma dança tradicional, cujo ensino vem se perpetuando por séculos, no Bharatanatyam se dá extrema importância a linhagem. Essa sucessão existe há séculos para estabelecer a autenticidade do conhecimento inadulterado. Inclusive existem diferentes estilos oriundos de diversas partes do sul da Índia. Graças a esse sistema que a dança se perpetuou por tanto tempo apesar de tantas restrições históricas. Cabe ao estudante conhecer e respeitar essa linhagem, mantendo o estilo e a essência dos ensinamentos, para que essa sucessão não  perca nem enfraqueça a conexão professor-discípulo, criando um relacionamento de gratidão pelo aprendizado dessa arte.

Qualificação: o que exigir de um candidato a professor de bharatanatyam no ocidente? Que responsabilidade tem as instituições ao contratar um professor de dança indiana?

Uma das características mais intrínsecas do Bhararanatyam é a complexidade da dança. Os passos, os ritmos, as expressões, se unem para criar uma das artes mais completas conhecidas pela humanidade. Muitos inclusive fazem uma comparação com o ballet no ocidente, devido a quantidade de estudo e dedicação ao qual ambas danças requerem. Assim como o ballet, o Bhararanatyam possui diferentes posturas e passos complexos, padrões estéticos, e um repertório bastante variado. A partir disso, espera-se do dançarino de Bharatanatyam um certo padrão para fazer uma apresentação e um padrão ainda mais elevado para ensinar, especialmente um nível de proficiência solo, ou seja, individual.
No ocidente, há uma grande falta de conhecimento sobre essas artes milenares, e isso é bastante marcante noBrasil, provavelmente devido a falta de profissionais qualificados e a propagação de invenções que vão pelo nome de “dança indiana”. O interesse da mídia é ainda pequeno, e muitas vezes essa mesma mídia até mesmo ajuda a propagar certas concepções erradas. Na Índia, para que um dançarino se torne professor, espera-se que ele pelo menos tenha completado alguns anos de aprendizado e várias apresentações solo, incluindo o famoso “Arangetram”, ou recital solo de estréia aonde se apresenta o dançarino para a sociedade.  
            Todas as pessoas que estiverem interessadas em contratar um professor de Bharatanatyam devem no mínimo exigir:
1. Treinamento extenso na dança, dos passos básicos e complexos;
2. Experiência de dança solo e proficiência tanto na parte técnica quanto na parte expressiva;
3. Repertório de coreografias clássicas;
4. Conhecimento dos termos técnicos;
5. Conhecimento de música carnática;
6. Atender frequentemente aulas de continuidade e aperfeiçoamento;
7. Autorização para ensinar de uma professora que esteja nos mesmos parâmetros de experiência e conhecimento.
            Todos esses itens tem sua importância na qualificação do profissional de Bharatanatyam. Todos que estejam interessados em propagar essa dança da maneira correta e com a reputação de sua instituição de ensino devem procurar  esses mínimos requisitos de qualidade e respeito. Todas as artes e ciências milenares da Índia dão grande ênfase ao Sadhana, ou seja, a prática que nos eleva a perfeição. É algo que requer paciência e dedicação.

Bharatanatyam é uma dança clássica ou folclorica?

            Infelizmente, a aceitação do Bharatanatyam no Brasil é ainda muito limitada, provavelmente porque o conhecimento da cultura indiana é limitado. Mas o Bharatanatyam na Índia é considerado a dança clássica mais antiga e tradicional. Ela tem base em escrituras e tem técnicas pré-estabelecidas, e isso dá o status de clássica que ela merece. Mas um dos maiores desafios que temos aqui no Brasil, ao nos inscrevermos em festivais de dança, é colocar o Bharatanatyam em uma categoria como dança popular ou dança folclórica, o que é um grande erro. Se a dança é considerada clássica no país de origem, porque não pode ser considerada clássica aqui? Temos que pensar em nós mesmos, dançarinos clássicos, como representantes da cultura indiana, tudo isso conta no processo de valorização da dança. Todos os aspectos da dança como a música, os passos, os gestos, as posturas, as roupas e ornamentos, até a maquiagem e o palco, têm um significado muito importante, e devem ser honrados como tal. Cada um deve fazer sua parte com consciência, saber seus limites e trabalhar dentro deles, sem nunca se acomodar e parar de aprender e evoluir.
            Acredito que cada bailarino que realmente tem amor a seu estilo de dança clássica, deva estudar e praticar para aprimorar sua técnica, de modo que a dança seja realmente respeitada como clássica. Se uma pessoa admira a dança, mas a apresenta de maneira inadequada, causa grande desserviço à arte e aos dançarinos dedicados, muitas vezes sem ter idéia do impacto que essa ação vai ter. E se essa pessoa não quer se aprofundar no estudo do clássico, ou quer inventar uma dança livre inspirada na dança indiana, então que dê outro nome para a dança, não a chame de Bharatanatyam, Odissi, Kathak, etc. Até mesmo dentro do nosso meio, muitas vezes quem não faz "fusões" é julgado como esnobe, careta, limitado. No Brasil há um hábito muito forte de se conformar com o pouco, com o medíocre, mas se existe uma lição que a dança nos ensina é a de superação. Nunca devemos nos acomodar e sim sempre continuar aprendendo e evoluindo. Com certeza temos que definir nosso estilo de acordo com a nossa personalidade, faz parte da nossa evolução, mas se tratando de dança clássica, temos que ter os devidos cuidados. Acredito que podemos, até certo ponto, eu não diria “modificar” que é mais extremo, mas interpretar a dança de maneira que tenha a ver com a nossa experiência e isso é o que dá à dança o aspecto artístico, já que nenhum bailarino dança igual a outro, mas como artistas nos é necessário muitos anos de dedicação e treino, para que possamos, com segurança, expressar nossa criatividade sem desrespeitar a tradição. Dessa maneira, encontramos um ponto de equilíbrio entre nossa percepção individual e o padrão tradicional.

                                                                 Autora: Krishna Sharana

   Krishna Sharana estuda Bharathanatym desde 1996. Em 2005, morou na India para se aperfeiçoar na dança e desde então retorna anualmente para estudos avançados. Em março de 2011 completou seu Arangetram em Bangalore, no estado de Karnataka.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Music of Joy

          Music of Joy é um projeto desenvolvido pela Sahaja Yoga que emerge como uma possibilidade de contribuir com a cultura através de espetáculos e exposições da cultura indiana na sua forma mais pura. Ele visa despertar a curiosidade pelo potencial de harmonia, paz e bem estar que residem em cada um de nós e que podem ser alcançados pelo contato com a arte.
         O espetáculo traz um estilo de música cujo objetivo é sentir a “pura alegria” ou o regozijo dentro de nós, um conceito traduzido do inglês “music of joy”. Uma alegria que não está vinculada a nada especificamente, e parte de dentro de cada um. Pode-se assim dizer que ela vem a partir de um encontro interior consigo mesmo. A idéia é sentir a música interiormente e simplesmente deixá-la fluir.
        A Sahaja Yoga organiza, incentiva, apóia e direciona esforços para oferecer atividades de cunho cultural, educativo e artístico. Projeto atua em mais de 120 países ao redor do mundo, onde a Sahaja Yoga está presente, reunindo diversos artistas de todas nacionalidades  para apresentações de música e dança.
       "A dança é uma ótima forma de se libertar das pressões diárias porque, na dança, você entra em consciência sem pensamentos e em estado de alegria. Então, esta alegria é tão satisfatória que o regozijo do espírito é muito maior do que o regozijo por qualquer conforto mundano ou material. A dança te dá conforto físico, mental e também conforto espiritual."
      "Nós devemos saber que o único método para permanecer saudável consiste em nossa música, em nossos ritmos, em nossa dança".
            Shri Mataji Nirmala Devi        
Os artistas:
Violino:
Bruno Jatobá Descaves - violinista profissional com vasta experiência. O artista já percorreu o mundo se apresentando nos quatro continentes, e foi condecorado com inúmeros prêmios internacionais como, Good Impression Prize: Shizuoka International Festival, Menção Honrosa: Marugane Castle Festival e Best Entertainer Prize: Shizuoka international festival.
Tabla:
Eduardo Roscoe
Estudante brasileiro de tabla, pela academia de artes e música Shri P.K.Salve Kala Pratishthan, situada em Vaitarna, Índia.

Dança e canto:
SANDEEP BHODHANKER
É indiano residente no Reino Unido e possui mais de 1200 apresentações pelo mundo.  É  coreógrafo e professor de dança clássica indiana no estilo Kuchipudi. Possui o título o Nrityabhushan ou jóia da Dança e já recebeu várias homenagens incluindo 9 prêmios pela UNESCO , por suas fantásticas performances e pela “sua extraordinária contribuição e excelência na divulgação, promoção, preservação e popularização do patrimônio das Artes Indianas”.

                       Texto retirado do site www.sahajayoga.org.br 

Paloma, Eu, Sandeep e Nalini




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mostra ABABTG 2011

     Neste último sábado, dia 30 de abril, o grupo Natyakshithi participou da Mostra Paranaense de Dança 2011 (ABABTG); com a coreografia "Ritmos" conseguiu a classificação para a Mostra final em novembro.