segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A dança

          O universo inteiro está em movimento; a terra, a água, o ar, os corpos celeste, os seres vivos, etc. Tudo tem seu próprio movimento e ritmo, sendo ele voluntário ou não, consciente ou inconsciente. É através do movimento das coisas que a história se faz; e foi através do movimento corporal que o homem primitivo começou a construir uma nova linguagem, a linguagem da dança; antes dele falar, escrever, ele dançou.
            O homem começou a dançar para expressar-se, comunicar-se com sua tribo e com os Deuses; pela exuberância física; para a fertilidade da terra e do homem; em nascimentos, casamentos e falecimentos; para pedir Sol ou chuva. A dança estava constantemente presente na sua vida; e durante os anos o homem foi codificando e decodificando seus próprios movimentos de acordo com suas crenças, necessidades e habilidades; e assim as diferentes danças surgiram em cada canto do mundo; cada qual com sua particularidade; e todas fazem parte da linguagem universal da dança; universal porque todas buscam o movimento independente de sua forma ou finalidade.
            O homem primitivo dançava porque não sabia falar, hoje os homens falam, mas continuam dançando, não como antes, mas dançam, mesmo depois de anos de evolução e transformação. Nós, talvez, continuamos dançando porque o movimento faz parte de nossas vidas; porque a dança fortalece a saúde e o espírito. A dança é uma linguagem universal, através da qual o corpo se expressa, e os humanos se entendem. Assim como todas as artes, a dança tem um papel importante na sociedade, a de unir homens, natureza e de um ser muito maior do que nós; além de desenvolver a piscomotricidade, a criatividade, a convivência social, o raciocínio, entre tantas outras coisas que contribuem para a formação de um cidadão.
            Como diz Santo Agostinho: “...Ó homem aprende a dançar! Caso contrario, os anjos não saberão o que fazer contigo”.

Referências:

PORTINARI, M. História da dança. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1989.

WOSIEN, B. Dança – uma caminho para a totalidade. Trad. de Maria Leonor Rodenbach e Raphael de Haro Júnior. 1 ed. São Paulo: Triom, 2000.

WOSNIAK, CRISTIANE. História da dança. Curitiba, FAP, 2003. Disciplina de História da Dança. Curso de Dança. Apostila.

When ‘mudras’ speak

 Akshatha M
For some, dance might be just an art form and for few dance is a way of life. Amongst those who believe in the second statement is one of the renowned Bharatanatyam performers from Mangalore Vani Rajgopal.
Vani RajgopalBorn at Kottayam in Kerala, Vani Rajgopal was brought up in Ucchila near Kotekar where she started learning Bharatanatyam at a tender age when she was of nine years, under the eminent dance teacher of the coastal region Ullal Mohan Kumar. From keeping her first step as a dance aspirant to the present well known dance master Vani Rajgopal, she has come a long way as a dance artiste. Speaking to City Herald, the only dancer from the coastal district to pursue dance graduation from Kalakshetra - the National Institute for Fine Arts in Chennai, Vani Rajgopal honestly admits she pursued dancing as she was not good in academics, but was very keen about dancing and singing.

“I was quite expressive and used to dance well. It was the reason why my master Ullal Mohan Kumar and my parents supported me to pursue higher education in dancing. My entry to Kalakshetra which was possible because of my mother’s support, opened up new vistas and changed my life as a dancer. Meeting new faces, being in the company of great artistes made me to understand the beauty of Indian culture,” says Vani Rajgopal.

After pursuing her four years graduation course from Kalakshetra, Vani completed her post graduation in Bharatanatyam from Bharatidasan University. She began her career as a dance professor by training students at Sandesha Karnataka Kala Kendra in Mangalore. Later, she went on to receive the honour of becoming the founding Principal of Fine Arts College in Sandesha Lalita Kala Mahavidyalaya in the year 1998.  

Bharatha Mani Vani Rajgiopal who has performed in the dance dramas choreographed by the veteran dancer Rukmini Devi, also holds the credit of directing four dance dramas for Sandesha College of Fine Arts. If some of the dance performers go by count, Vani Rajgopal stands different for she strictly limits her dance performances to only those places where there is quality audience. Informing the same, Vani says, “I like to perform among the noble audience who truly adore dancing and that is why I have staged only few performances.”

Off late Vani Rajgopal is not only teaching Bharatanatyam to the Indian students, but has successfully cheered up Brazilians to learn Bharatanatyam. “A group of Brazilians whom I have trained, are making Bharatanatyam popular in Brazil by engaging the dance class ‘Natya Kshiti’ in the far off country. We should say kudos to the Brazilians for their interest and love towards Bharatanatyam which is comparatively higher than the Indians interest,” she says.

After quite a long gap, Vani Rajgopal is staging her Bharatanatyam performance in Mangalore on February 17 at Town Hall. This danseuse who strongly believes dance as a divine art form, says, dance can give all the pleasures of the world which is eternal, if performed with affection.

Artigo publicado:
http://www.deccanherald.com/


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vani Rajgopal

       Vani Rajgopal nasceu em Kottayam e vive em Mangalore – Índia; começou seus estudos em bharathanatyam e música clássica indiana aos 9 anos na Karnataka Kala Thilaka com Ullal Mohana Kumar. É graduada pela Kalakshetra (Instituto Nacional para as Artes), considerado uns dos mais importantes da Índia com reconhecimento internacional. Mestra em Bharathanatyam pela Universidade Bharathidasan e Mestra em Ciência da Política pela Universidade de Karnataka.
       Além de bailarina, ministra aulas e workshops, coreografa danças-dramas e faz seminários em diversas cidades da Índia. Tendo também realizado apresentações e workshops no Brasil.
Em 2008 recebeu o prêmio “Bharatha Mani Award” (Pérola do Bharathanatyam).
       Abaixo segue as fotos de sua última apresentação na Índia:








sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dança Indiana

       Há cerca de 4 mil anos, quando os arianos (possuidores de um desenvolvimento patriarcal na sua estrutura religiosa e social) se estabeleceram na Índia, que a cultura e a civilização indiana começou. Eles tinham pele clara ao contrário dos habitantes locais de pele escura da civilização dravídica, que cultuavam a natureza, a fertilidade, a mulher e as Deusas; e dos povos aborígenes, os Nagas ou Nishadas, com características animísticas e totêmicas, este povo desenvolveu as primeiras teorias dos conceitos dos ciclos cósmicos e humanos, sobre a vida após a morte e sobre os planos da natureza . Desta miscigenação nasceu a cultura indiana com uma nova organização na sociedade, de acordo com as castas; além do surgimento dos quatro livros mais antigos do hinduísmo, os Vedas.
         E foi no sul da Índia, no estado de Tamil Nadu, que a dança indiana se desenvolveu dentro de uma combinação da mitologia, da religião e da arte; provavelmente através dos tratados Natya Sastra e Abhinaya Darpana, didatos pelos Deuses e escritos, sistematizados e desenvolvidos pelos arianos, povo proviniente da região da qual atualmente conhecemos como Turquia; que influenciou a religião e a filosofia do povo local; que mais tarde será conhecida como hinduísmo.
        O Natya Shastra também chamado de Natya Veda conta a história e a origem da dança clássica indiana, juntamente com o teatro; Natya é a poesia, a música, a dança que forma o drama; e Shastra quer dizer escritura; segundo Joaquim (2008) quer dizer “Tratado sobre o teatro”; foi criada pelo Deus Brahma e escrito pelo sábio Bharata Muni. O Natya Shastra possui 6000 versos em 36 capítulos. Nele estaria as palavras, o conhecimento do Rigveda, os gestos do Yajurveda, a música do Samaveda, e o sentimento, a emoção e o espiritualismo do Atharvanaveda; dando a verdadeira moral e espiritualidade, e introduzindo uma nova forma de expressão, a arte performática. Existe uma divergência entre os historiadores segundo sua data de origem, variando entre o século 2 antes de Cristo e o século 3 depois de Cristo.
O Abhinaya Darpana, de Nandiskêvara, defini seis elementos: nrtya (dança), gita (som), abhinaya (gestos), bhava (emoção), rasa (sentimento) e tala (ritmo), dando a definição e a aplicação destes, divididos em 4 partes.
A primeira parte fala sobre a ação corporal (Angika Abhinaya); que seriam: movimentos do corpo (sharikas); movimentos do rosto (mukhajas) e movimentos dos membros (shestas). A segunda parte denomina-se Vachika Abhinaya, que seria a poesia, o texto falado ou cantado. A terceira parte, Aharya Abhinaya, fala do vestuário, ornamentos, maquiagem e cenários. E a quarta parte fala sobre os estados emocionais (Satvika Abhinaya).
Segundo o Abhinaya Darpana (RAMACHANDRASEKHAR, 2009) abhinaya mostra para a audiência o tema central da dança-drama, sendo uma forma de comunicação e entretenimento.
O Natya Sastra e o Abhinaya Darpana dão a fundamentação da dança e sua técnica; baseada nestes tratados, a dança indiana teve sua origem e suas raízes, juntamente com os elementos de cada região, formando sete estilos clássicos; sendo o Bharathanatyam o mais antigo.
É calculado que o Bharathanatyam tenha em torno 5000 anos. E que se originou às margens do rio Karevi ou Caurevy, no estado de Tamil Nadu, no sul da Índia. Mas, cresceu além de dentro do próprio local, como nos estados de Karnataka e Andra Pradesh, depois do século X. Podemos ver esculturas que retratam esse crescimento nos Templos de Brihadishwara em Tanjavur, Sarangapani em Kumbakornam, Nataraja em Chidambaram e os Templos de Kanchipuram.
A palavra bharatha tem sua origem em várias raízes. Bharatha é o antigo nome da Índia. E o nome do sábio à quem Brahma concedeu as escrituras sagradas. E também da palavra bharatha tiramos três sílabas: BHA que significa bhava ou expressão; RA que significa raga ou modo musical e TA que significa Tala ou ritmo. A palavra natyam significa “a arte da dança”; e nela estaria embutido as três silabas acima, para Ganga (1997), isto significa, que para haver dança tem que ter emoção, melodia e ritmo, onde corpo e mente atuam juntos.

A dança está presente na vida dos indianos e nos filmes não seria diferente. Assim nasceu o estilo BOLLYWOOD, primeiramente, com danças clássicas e folclóricas, e depois tendo influência de danças ocidentais, como hip hop, ballet, jazz, contemporâneo, etc.



Apresentação no Festival da Índia 2009 com o grupo Suryanatyam

Bollywood



Bharathanatyam






Aulas de dança indiana em Curitiba

Cecconello Escola de Dança

BÁSICO:
Terça (Bollywood)
19h 
Quinta (Bharatanatyam)
19h 

INICIANTE:
Segunda (Bollywood)
20:15h
Quarta (Bharatanatyam)
20:15h

INTERMEDIÁRIO:
Quarta (Bharatanatyam e bollywood)
16h

Local: Cecconello Escola de Dança
            Rua João Bettega, 449B
            Fone: 3039 0610


SESC CENTRO

Sábados (Bollywood)
13:15h 


Local: Sesc Centro
           Rua José Loureiro, 578
           Fone: 3233 7422

OBS.: Para fazer aulas no sesc, até experimental, é necessário ter a carteirinha; veja no site quais documentos são necessários: http://www.sescpr.com.br/sesc-parana/matricula/
É só chegar um pouco antes da aula e fazer a inscrição no sac, para aula experimental, após fazer a carteirinha no sac é preciso ir até a coordenação de curso  para pegar a autorização.